Um roteiro para Paris

1º dia – Chegada na Gare du Nord em Paris às 11h após sairmos da estação de St. Pancras em Londres às 7:30h (fuso de Londres é -1h em relação à Paris). Nos acomodamos no Ibis Gare du Nord que fica bem em frente à estação. Esta é uma boa opção de hospedagem seja pela localização, seja pelos quartos especiais para famílias (2 adultos 2 crianças).

Paris 1o dia

Após um rápido almoço e o check-in no hotel, fomos para a Cité des Sciences (museu de ciências) no Parque de La Villette. O museu tem uma imperdível ala dedicada às crianças. São dezenas de atividades lúdicas que exploram diversos temas relacionados às ciências. Depois passeamos pelo Parque de La Villette até a cidade da Música do arquiteto Christian de Portzamparc. O parque foi projetado por Bernard Tschumi e possui bons cafés e lanchonetes. Na sequência percorremos à pé a Av. Jean Jeaurès até a rotonda de La Villette, que era uma das barreiras alfandegárias de Paris, cuja construção foi uma das causas da Revolução Francesa. Projetada por Nicolas Ledoux o edifício abriga atualmente um restaurante e uma sorveteria que são uma ótima parada para descanso. Como viajamos no verão a noite chega somente após ás 22h, uma garantia de dias bastante proveitosos. E como tardava a anoitecer continuamos nossa caminhada, agora rumo à Praça Colonel Fabien, onde fica a sede do Partido Comunista Francês, uma obra-prima de Oscar Niemeyer. O último trecho do passeio nos conduziu de volta à Gare du Nord através da Praça Albert Camus, depois atravessamos o belo canal de St. Martin e retornamos à Jean Jaurès até o nosso hotel. Eram 21:30h e pudemos ver o pôr do sol desde nosso quarto. Um Carrefour próximo forneceu pães e queijos para nosso lanche da noite.

2o dia – Fomos direto à Cité visitarmos a Cripta e a Catedral de Notre Dame. A cripta se localiza bem em frente à Catedral. A visita é rápida pois o espaço é pequeno, porém ela é muito interessante e conta a história dos primeiros anos da cidade de Paris. O grande problema de viajar no verão são as imensas filas para visitar as atrações  mais importantes. Notamos que as filas são menores no final da tarde. Depois da catedral paramos na Praça João XXIII antes de seguirmos para a Ilha São Luis.

Paris 2o dia

A Ilha de São Luis é um lugar muito interessante da cidade. Com um comércio variado e qualificado, a Ilha é relativamente tranquila em comparação ao centro de Paris. Aqui tomamos um sorvete na Berthillion e a nossa sugestão é o de Baunilha. Visitamos também a Igreja de Saint-Louis en l’Île, um belo  exemplo da arquitetura barroca francesa projetada por Louis Le Vau em 1664. Saímos da ilha em direção ao Quartier Latin pelo Boulevard St. Germain até a praça do Museu Nacional da Idade Média. Na rua Champollion almoçamos no LeReflet, um simpático restaurante com cardápio típico dos bistrôs parisienses (batatas assadas, croques, etc…). Comida simples e gostosa com preços baratos para o padrão da cidade. Gastamos €50 para toda a família, incluindo bebida e sobremesa. Recomendo. Continuamos nosso passeio pelo Jardim de Luxemburgo onde paramos para descansar e aproveitar o verão francês. Tomamos o metrô em direção ao  Museu D’Orsay. Depois outro metrô rumo Trocadero, onde visitamos o Aquário Cineaqua. Chegamos por volta das 18h e não pegamos filas (no verão ele fecha às 19h). Aliás visitamos o espaço praticamente sozinhos. Para quem está com crianças este é um passeio muito legal, apesar de caro (€65 os quatro). Depois atravessamos o Sena rumo à grande atração da cidade: a Torre Eiffel. Foi nossa maior fila: 2,5 horas. Mas todos ficamos felizes pois é realmente um dos mais belos passeios de Paris. Fizemos um lanche no alto da Torre e voltamos para o hotel.

3º dia – Visita ao Palácio de Versalhes. Fomos de trem e ao chegarmos ao palácio nos deparamos com uma fila monumental. O que fizemos para fugir dela foi comprarmos os ingressos separadamente, para cada uma das partes do palácio. Primeiro os jardins, depois o domínio de Maria Antonieta e finalmente o palácio em si, cuja entrada após às 18h não tinha mais fila alguma e ainda oferecia preços com desconto. Chegamos às 11h e saímos após às 19h.  Aadamos pelos jardins, visitamos o Trianon e o Petit Trianon. Conhecemos a casa onde Maria Antonieta vivia quando queria fugir da corte francesa. Ao final entramos em Versalhes. Encontramos apenas um restaurante dentro da área do palácio e acabamos optando por uma barraca de batatas assadas em frente ao Trianon. Ela acabou sendo uma grata surpresa. Caso queira comer em um restaurante mais convencional, vá aos que ficam próximos ao Gran Canal. Creio serem eles a melhor alternativa. Antes de tomarmos o trem, já na cidade, cafés e sorvetes na creperia Le Dolmen. Ao chegarmos ao Paris fomos à Montmartre ver o pôr do sol. Depois descemos para o a Rua Lamarck onde jantamos no Le Comptoir des Belettes um bom bistrô com mesas na calçada em uma rua muito bonita e animada.

4º dia – Começamos pelo belo parque Monceau, local de lazer de uma das regiões mais ricas da cidade e onde podemos encontrar mais uma barreira de Ledoux. Seguimos para o Arco do Triunfo pela Av. Hoch e depois um pouco de compras pela Av. Champs-Élysées. Tomamos o Metrô em direção ao Marais.

Paris 4o dia

O Marais é um dos bairros mais interessantes de Paris. Boas livrarias, museus, praças e restaurantes fazem a alegria daqueles que percorrem suas ruas. A Igreja de St-Paul-St-Louis foi construída pelos jesuítas em 1627 e apesar de ter sido alvo de uma série de agressões ao longo de sua história, ela ainda conserva sua grandeza. Nela pode ser visto um dos mais belos quadros de Delacroix “Cristo no Jardim das Oliveiras”. Um pouco mais à frente fica o Hôtel de Sully, mansão do século 17 e um dos mais refinados exemplares da arquitetura estilo Luis XIII. O pátio interno possui um belo jardim que foi transformado em uma tranquila praça pública. Outro tesouro local é a livraria, especializada em arquitetura e design, do Centre des Monuments Nationaux, órgão responsável pelo patrimônio histórico francês. Desde o Hôtel é possível acessar aquela que é para mim a mais bela praça francesa: A Place de Vosges. Obra-prima da arquitetura estilo Luis XIII a praça começou a ser construída em 1612. O almoço também foi especial, no restaurante Chez Janouz localizado na Rua Roger Verlomme, à duas quadras da Place de Vosges. Boa comida, com destaque para o coelho e os peixes, além de uma bela lista de sobremesas. € 100 para os quatro com entrada, principal, sobremesas e bebidas. O último evento parisiense foi visitar o Museu do Louvre, que às 17:30h já não apresentava qualquer fila (no verão o museu abre até às 19:00h). Restava pegar as malas no Hotel e nos dirigirmos para a estação de Austerlitz rumo à Barcelona.

Sobre Marcos O. Costa

Arquiteto Urbanista formado pela FAU Mackenzie com mestrado em estruturas ambientais urbanas pela FAUUSP. Associado à Borelli & Merigo, onde desenvolve projetos nas áreas de edificações e urbanismo. É professor da FAAP e da Escola São Paulo. A publicidade exposta neste Blog é de responsabilidade da Wordpress
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