Salvador TREM Jeito

São Paulo TREM Jeito

Aqui apontamos soluções complementares possíveis para serem aplicadas e funcionarem conjuntamente e integradas  as linhas do Metrô de Salvador 

A Cidade Baixa  – Um sistema de VLT composto de 2 linhas, Tramo 1 saindo do T. da França ( Pça Cairu), Comércio, Calçada,(fazendo integração com o Trem),Mares, Lgo.de Roma, C de Areia, Ribeira e a Tramo 2, saindo de Roma ( integrada com a linha 1), Dendezeiros, B. do Bonfim, Lgo. Papagaio, Lgo. Madragoa. Esse sistema além de atender a população de toda aquela região da Cidade Baixa, complementado por um sistema de integração com ônibus alimentadores, fazendo a ligação com os bairros locais ao longo das linhas, servirá também como uma boa alternativa para o turismo, em toda extensão do percurso, pelas características próprias dos VLTs por serem bastante funcionais e atrativos e também por terem janelas panorâmicas o que facilita uma melhor visão dos passageiros para a área externa durante o trajeto das viagens. Além de serem ecologicamente corretos por usarem energia limpa para a sua propulsão e material rodante não poluente, esses veículos também agregam e somam um enorme valor a paisagem Urbana da cidade.

A retomada do projeto da via Náutica estabelecendo uma ligação aquaviária entre o Porto da Barra, Comércio, S. Joaquim, Humaitá, Ribeira, Plataforma, não só servira para beneficiar a atividade turística como também atuará como um grande reforço  no sistema da mobilidade urbana entre esses locais.

Centro da Cidade – Um sistema de VLT no centro da cidade, ligando a Pça. da Sé ao C. Grande/Canela, usando todo o percurso em via dupla na Av. Sete no trecho compreendido entre a Praça Castro Alves e o Campo Grande proibindo o estacionamento e restrigindo-se a circulação de veículos no local no período compreendido entre as 7:00hs e as 20:00hs,sendo permitido nesse horário apenas a circulação de taxis bicicletas e veículos de serviços, melhorando-se as condições para a circulação de pedestres com o alargamento das calçadas e revitalizando-se o degradado centro da cidade com intervenções urbanas voltadas para a sua restauração (digo, restauração e não reformas e demolições) e consequente recuperação garantindo e preservando dessa forma a sua identidade histórica. Poderia se criar também a expl. do que já foi feito na década de 80 os estacionamentos periféricos em áreas próximas com alimentadores entre os estacionamentos e o terminal do VLT no C. Grande. A operação desse tipo de veículo movido a energia elétrica atualmente, devido ao seu alto grau de evolução tecnológica, não implica mais na necessidade da implantação de uma rede de alimentação elétrica contínua, sem prejuízos para o aspecto visual e urbano do local, a mesma pode ser fracionada ficando a sua instalação restrita apenas nos locais das paradas dos veículos que em apenas 25 segundos recarregam os seus acumuladores que lhe dão uma autonomia de 1.200 metros. As distâncias entre as paradas do VLT urbano por padrão internacional oscilam entre 600 e 1000 metros. No Campo Grande se faria a integração com um sistema de ônibus destinados aos bairros da região, com linhas transferidas do centro (Rua Chile) para o C. Grande e as linhas que já usam o local como ponto final.

A Baixa do Sapateiro – Poderá  contar também esse  tradicional e histórico bairro de Salvador com um sistema de Bondes Modernos (VLT) trafegando nos dois sentidos, ( em via dupla) Barroquinha, Arquidabã, Sete Portas, chegando até a antiga Estação Rodoviária que seria transformada num “terminal de integração” que passaria a atender as linhas que hoje se destinam ao terminal da Barroquina e ao Arquidabã  contando também com um sistema alimentador para os bairros do entorno e mais próximos. O comercio hoje ali existente seria transferido para uma área atualmente ocupada e subutilizada pela Limpurb próxima ao Mercado das Sete Portas previamente reformada e preparada com infraestrutura própria e adequada para o funcionamento do novo centro comercial. O estacionamento e a circulação de veículos ao longo de toda via na Baixa dos Sapateiros sofreria restrição total no período das 7:00hs até as 20:00hs.Nesse horário apenas circulariam além do VLT, veículos de serviços, Taxis e bicicletas. A estação do Arquidabã seria transformada em um “centro de comercio popular” para onde seriam transferidos os vendedores ambulantes e camelôs que trabalham em toda a extensão da via e arredores. A essa ação também se somaria a restauração e a revitalização arquitetônica do local inclusive com a recuperação de uma das mais belas obras arquitetônicas e históricas de Salvador, o Cine e Teatro Jandaia, um acervo histórico cultural do qual a nossa cidade jamais deverá abrir mão de possui-lo.

Corredor da Orla. Lapa/Orla/Itapuã/S.Cristovão – A implantação de um sistema operado com ônibus padrão com piso baixo suspensão a ar, portas largas (dentro da atual norma ABNT-NBR 15.570/2009 melhorando assim também a acessibilidade) inspirado no sistema Mobilien de Paris (Um sistema baseado na regularidade do cumprimento dos horários com acompanhamento de controle eletrônico e através de GPS) e sistema de informação eletrônico para os usuários nos pontos e a bordo dos veículos, passaria a atender o corredor compreendido entre a: “Lapa,Centenário,Shp.Barra,Barravento,Ondina,R.Vermelho,Pituba,Boca do Rio, Patamares, Piatã, Itapuã, S. Cristóvão”, com um sistema de integração transversal funcionando entre ele e os outros corredores paralelos de modais existentes ( Linhas do Metro ) ao seu corredor com  alimentadores usando as principais vias transversais, que irão interligar esses corredores  fazendo a integração entre eles e os bairros ao longo dos mesmos. Esse sistema (Corredor da Orla) não deve funcionar nos moldes de um BRT, por ter características diferentes deverá funcionar com horários fixos e intervalos regulares programados e projetados em função da demanda existente ao longo de todo o percurso.

Corredor Lapa/Vasco da Gama/Itaigara/Pituba – Um sistema de VLT também poderá ser implantado no corredor Lapa, Vasco da Gama, (Chapada do Rio Vermelho), Av Lucaia, Av ACM, Itaigara chegando a Pituba. Uma segunda alternativa seria a integração desse tramo de VLT em uma futura estação localizada na confluência das Avs. Lucaia e ACM (Candeal) com uma possível linha de Monotrilho ligando a Estação Iguatemi a Itaigara/Pituba, dinamizando dessa forma uma alternativa com maior capacidade de transporte de passageiros para os bairros dessa região providos de uma integração inteligente, física e tarifária entre o modal principal e os bairros do entorno, através de um eficiente sistema alimentador por ônibus.

A ampliação e modernização da ferrovia suburbana – Promover a reforma a melhoria e a modernização das estações, a aquisição de novos e modernos trens, implantar um  novo e eficiente sistema eletrônico de controle de operação e sinalização (ATC / CBTC) para tornar mais eficiente a segurança operacional, resultando no aumento da velocidade dos trens e diminuindo o intervalo entre os mesmos ( headway). A criação de um sistema alimentador de ônibus para ligar as estações ao longo da ferrovia com os bairros do entorno para dar maior fluidez e mais flexibilidade ao sistema, diminuindo inclusive a circulação de ônibus na Av. Suburbana aliado a isso para garantir e melhorar mais ainda a acessibilidade da população local ao trem, a instalação de bicicletários nas estações da ferrovia para facilitar os deslocamentos de pequenas distancias dos usuários entre elas e as suas residências usando  bicicletas. Ativar o ramal a partir de Paripe chegando ate a região metropolitana que passará a ser atendida pelos trens: Mapele, Caboto, S. Filho, Camaçari, Dias D’avila, até Alagoinhas, e o outro Paripe, S. Francisco do Conde e até Madre de Deus, o que também viabilizaria o uso do sistema para o transporte dos trabalhadores nas indústrias instaladas nesses locais com a implementação de linhas de trens expressas nos horários de entrada e saída dos ADMs coincidentes com as “trocas de turnos” (geralmente são os mais carregados as 8:00hs e as 16:00hs) o que reduziria substancialmente não só custo das empresas com transportes mais também a diminuição da grande quantidade de ônibus especiais que circulam nas estradas nestes horários considerados críticos, entre o polo industrial e Salvador. Nestes horários os ônibus ficariam restritos a integração com o trem nas duas pontas. Esta solução para o transporte dos trabalhadores das indústrias situadas fora de Salvador por ser de interesse também das empresas instaladas na RMS, poderá ser fruto de uma  parceria com a participação de todas elas neste projeto pois o mesmo traria grandes e significativos benefícios para todos. Os trens de passageiros que passariam a atender a RMS partiriam da estação de Paripe (por ter uma carga menor), podendo operar com intervalos diferenciados dos trens que operam restritos ao subúrbio e que finalizam suas viagens nesta estação (Paripe), onde seria feita então a integração entre ambos, mantendo a eficiência e diminuindo dessa forma o custo de operação do sistema.

Est. Pirajá – Cajazeiras/Castelo Branco/Fazenda Grande – Com relação a esse conglomerado de bairros com um alto índice populacional (o maior da cidade de Salvador estimado em mais de 700 mil habitantes),algumas intervenções importantes podem ser adotadas no sentido de diminuir os graves problemas hoje existentes no sistema de transportes que atende a essa localidade. Para a reestruturação (urgente e necessária) a ser adotada sugerimos a criação de um sistema de circulação interna independente de transportes que também deverá funcionar como sistema alimentador de duas linhas troncos a serem implantadas entre a Estação Pirajá e este Bairro.( Até a chegada do Metrô no local ). A implantação de duas únicas linhas troncais de ônibus saindo da estação Pirajá até Cajeiras, a implantação de dois terminais em pontos estratégicos e distintos do bairro onde exista comprovadamente uma maior demanda de fluxo de passageiros. O sistema funcionara integrado nas duas pontas, uma com os alimentadores da estação Pirajá, vindo de pontos diferentes da cidade (futuramente o Metro) e a outra com o sistema de circulação local funcionando também como alimentadores dos dois terminais implantados no bairro que completariam o resto das viagens. A implantação de duas linhas troncais únicas Pirajá/Cajazeiras aumentaria a oferta de numero de viagens para o bairro de forma genérica e contínua, reduzindo consequentemente o intervalo entre as viagens e o tempo de espera (os usuários não ficariam mais dependendo apenas de uma única e especifica linha  de atendimento a determinado setor dentro do complexo de Cajazeiras ao qual se destinam e a outros bairros ao longo do corredor).Outros bairros ao longo do percurso deverão também contar com sistemas alimentadores integrados ao sistema. Esse modelo além de flexibilizar a operação dos transportes nessa região, funcionando com a integração física e tarifária, deverá também reduzir os custos operacionais do sistema. Será necessária também a reorganização e modernização da atual frota (substituição dos atuais ônibus por ônibus tipo padrão dentro das atuais normas ABNT-NBR 15.570/2009) que circulara nas duas linhas no corredor principal (Est.Pirajá/Cajazeiras) podendo haver até uma sensível redução do numero de ônibus em função da racionalização e uma programação inteligente da operação do sistema além diminuir o tempo de espera e o intervalo entre as viagens, beneficiando a todos os usuários do transporte dessa região. Outra ligações do bairro com S. Cristovão e a estação Mussurunga (via Estrada Velha) deverão ser alvo de estudos e reestruturação para o melhor aproveitamento das mesmas. Segundo o Eng. Ferroviário A. Rafael Vasconcelos, uma possível ligação ferroviária, de 1,4 km, entre a estação Pirajá com o subúrbio no bairro de Lobato, encurtaria a distância da integração da Linha do Metro Lapa/Pirajá com o Trem do Subúrbio o que facilitaria uma conexão mais rápida entre ambos, diminuindo também o tempo de viagem para os usuários dos dois sistemas com destino aos bairros do Subúrbio e vice e versa.

Transportes Verticais e teleféricos – A melhoria e a modernização dos equipamentos de transportes verticais atualmente existentes ( Elevador Lacerda e Planos Inclinados ) a recuperação do elevador do Taboão,( um monumento histórico) a criação de novos sistemas em outros locais necessários, a implantação de sistemas de Teleféricos, aproveitando-se a topografia da cidade composta de cumes e vales, a exemplo de bairros situados as margens da Av. Bonoco, da Av. Vasco da Gama e entre o Bairro de Nazaré e o Centro Histórico encurtariam distâncias entre os locais interligados e aliviariam consideravelmente a carga do fluxo de passageiros nos transportes por via terrestre. Também o uso de passarelas seria recomendável em distâncias mais curtas facilitando os deslocamentos a pé entre bairros. 

Ciclovias e Calçadas – A implantação de ciclovias inteligentes interligadas para deslocamentos de até 6 km (ciclovias para quem usa as mesmas para deslocamentos para o trabalho),a implantação de bicicletários em pontos estratégicos,( terminais de transbordo, de Trens, de Metro, de VLT, de ônibus, Shoppings, etc.),a implantação de estações para aluguel de bicicletas através de controle eletrônico (Expl. Vélo V de Lyon na França ) também nos terminais de transbordos dos diversos modais existentes e outros pontos importantes da cidade. A reforma e modernização das “CALÇADAS” com o alargamento das mesmas nas áreas de grande circulação com a implantação de sistemas especiais de sinalização e segurança para portadores de dificuldade de locomoção, a remoção de obstáculos além de rampas de acesso em todos os locais necessários para garantir a segurança e a livre circulação de todos os pedestres nessas vias. Construção de passarelas em locais de alto índice no fluxo do transito  de veículos garantindo a “segurança dos pedestres” e a livre circulação nas vias evitando retenções causadas pelo uso de semáforos.

Considerações finais – A implementação de políticas públicas corretas,  modernas e eficientes para a melhoria da Mobilidade Urbana e direcionada única e exclusivamente para o interesse “público e social” sem levar em conta interesses “políticos ou econômicos” poderá contribuir de maneira significativa para a melhoria da qualidade de vida da população da nossa cidade bem como a qualidade da mesma e a sua ampla reestruturação Urbana. Transporte Público é uma prestação de serviço de utilidade pública e social e extremamente essencial para a vida da cidade e da sua população e nessa condição deve ser exercida apenas como uma atividade remunerada, mas nunca poderá ser destinada a uma atividade como “fonte incessante de lucros”, seja ela pública ou privada.

  
A. Luis

Movimento Salvador Sobre Trilhos

http://pregopontocom.blogspot.com.br/ –
pregopontocom@hotmail.com

Transportes Sobre Trilhos

http://www.facebook.com/pages/Transporte-sobre-Trilhos/208906042461408; 
Salvador Ba.

Sobre Marcos O. Costa

Arquiteto Urbanista formado pela FAU Mackenzie com mestrado em estruturas ambientais urbanas pela FAUUSP. Associado à Borelli & Merigo, onde desenvolve projetos nas áreas de edificações e urbanismo. É professor da FAAP e da Escola São Paulo. A publicidade exposta neste Blog é de responsabilidade da Wordpress
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