E o Rio se acerta aos poucos

O Rio de Janeiro vive um momento especial. A quantidade de boas notícias que vieram de lá nos últimos anos chega a impressionar. Este processo começou a tomar corpo no final do século passado com uma série de programas de melhorias das favelas. Em 2008 a favela Santa Marta foi a primeira a receber uma unidade pacificadora, além do plano inclinado que liga a parte alta com a cidade. A recuperação das áreas tomadas pelo crime organizado, como no Complexo do Alemão e na Rocinha, são símbolos deste processo. As favelas estão se conectando aos bairros vizinhos, através de soluções de transporte público como o Elevador Rubem Braga e o Teleférico do Alemão. Por toda a cidade podem ser vistas diversas obras de melhorias urbanísticas. A escolha como sede olímpica foi mais um fator a contribuir para a melhoria das perspectivas do Rio. Do ponto de vista econômico, ele voltou a atrair investimentos, viu sua idústria naval ressurgir, e aguarda os primeiros barris de petróleo serem extraídos pela principal empresa da cidade, a Petrobrás. Não bastasse tudo isto o Estadão publica hoje uma notícia que amplifica este contexto (clique aqui). Na última década, o uso de bicicletas cresceu 300%  na Região Metropolitana do Rio. Cerca de 600 mil pessoas se utilizam de bicicletas para seus deslocamentos diários, 200 mil apenas na capital. O Rio almeja alcançar 300km de ciclovias até o final deste ano. As bicicletas começam a ser fonte de bons negócios, como demonstra o sucesso do sistema de aluguel das laranjinhas lançado em outubro. Até o final de abril elas transportaram 500 mil pessoas. Estive na cidade na Páscoa e não é necessário ser um especialista no assunto para constatar a eficiência do sistema na Zona Sul. Simplesmente as laranjinhas estão em todas as partes. Este mesmo sistema foi inaugurado em São Paulo na última sexta-feira (clique aqui). Fica a esperança de que minha cidade vievencie uma transformação semelhante à do Rio de Janeiro. É certo que a topografia repleta de morrotes que caracteriza a capital dos paulistas dificulta a disseminação das magrelas. Contudo creio que exista espaço para que as bicicletas fucionem como um complemento de nosso sistema de transporte público. Sua integração aos sistemas de trilhos e ônibus aumentaria a eficiência de ambos, contribuindo para a diminuição dos tempos de viagem e do trânsito, um dos principais fatores que rebaixam a qualidade de vida de São Paulo.

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Sobre Marcos O. Costa

Arquiteto Urbanista formado pela FAU Mackenzie com mestrado em estruturas ambientais urbanas pela FAUUSP. Associado à Borelli & Merigo, onde desenvolve projetos nas áreas de edificações e urbanismo. É professor da FAAP e da Escola São Paulo. A publicidade exposta neste Blog é de responsabilidade da Wordpress
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