Para entender o plano estratégico de Londres

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O plano estratégico de Londres, assim como outros exemplos destacados neste site, tem a intenção de orientar de modo integrado o desenvolvimento econômico, social e do meio ambiente da capital inglesa, tendo como horizonte o ano de 2031. Diferenças do London Plan em relação ao de outras metrópoles mundiais há – e uma delas diz respeito, por exemplo, às alterações que já sofreu desde a divulgação do primeiro esboço, em 2004; que foi reformulado em fevereiro de 2008 e realimentado, em maio de 2011, com um anexo dedicado às diretrizes de sustentabilidade. O que resultou na mais recente edição do London Plan, que veio a público em julho passado.

São mudanças que tencionam, claro, conduzir ao aprimoramento de um plano que, nas palavras do prefeito Boris Johnson, fará de Londres “a maior (e a melhor) cidade da Terra”. Entre os principais objetivos do London Plan, destacam-se: satisfazer as necessidades da população com uma política de habitação que dê atenção não apenas à quantidade, mas sim à qualidade das moradias; estimular o desenvolvimento de cada uma das regiões londrinas, possibilitando a criação de mais oportunidades de trabalho para os moradores de modo a garantir o sucesso (e a competitividade) da cidade; apoiar a redução das emissões de gases estufa, o uso de energias renováveis e o melhor aproveitamento da reciclagem e do tratamento dos resíduos sólidos urbanos; e assumir o compromisso de tornar o transporte fácil, seguro e conveniente a qualquer morador, sem deixar de incentivar o uso de bicicleta e dos veículos elétricos, assim como os deslocamentos a pé pela cidade.

Boris Johnson é um prefeito de fala contundente. Repare no que ele fez questão de ressaltar, em uma das apresentações do London Plan (outubro de 2009), a respeito do uso do espaço público: “… Mais da metade da área da nossa cidade é feita de parques, estradas, canais, rios, praças, lojas, estações, monumentos e museus – universo dividido entre milhões de pessoas que nele precisam se mover, negociar e se encontrar… O gênio de uma grande cidade reside na maneira como ela organiza o próprio espaço, beneficiando visitantes e moradores sem distinção… Nós pretendemos tornar esse “espaço dividido” ainda mais seguro de modo a ser sempre motivo de prazer ir ao parque até porque o transporte público jamais colocará em risco esse tipo de deslocamento… E, para tornar esse espaço realmente seguro, é preciso fazer com que ele fique mais bonito. Por isso, queremos conquistar o reconhecimento mundial graças ao novo padrão de espaços públicos a ser adotado em Londres para benefício dos seus moradores nas próximas décadas…”.

Entre outros detalhamentos, há um capítulo do plano inteiramente voltado ao que é chamado de “London’s Places”, ou seja, áreas da cidade que necessitam de cuidados especiais ou com funções já definidas para alcançar o desenvolvimento até 2031. Políticas específicas para algumas dessas áreas lidam, por exemplo, com a criação de corredores que unem Londres com o Sudeste e o Leste da Inglaterra; a identificação de áreas-chave quanto a oportunidades de trabalho e a expansão de moradias; a localização dos centros de desenvolvimento na Londres expandida; e o legado dos Jogos Olímpicos de 2012.

No capítulo intitulado “London’s People”, as políticas indicadas pelo plano fazem foco, entre outros pontos, na diminuição das desigualdades no atendimento médico e na promoção de um padrão de vida genuinamente sustentável em todas as comunidades. Quando às mudanças climáticas que afetam o dia a dia do planeta, uma das propostas do London Plan está em encorajar a construção das moradias “verdes” (com os chamados “green roofs”), assim como obter um desempenho de excelência em reciclagem, eliminando por completo o envio de lixo para aterros sanitários até 2031.

Interessante, não é? Para aprofundar a informação sobre o tema, navegue no link que permite o acesso à íntegra do plano. Em caso de dificuldade com o idioma, a tradução para o português por ser obtida por meio deste endereço.

(Texto de Marion Frank)

Sobre Marcos O. Costa

Arquiteto Urbanista formado pela FAU Mackenzie com mestrado em estruturas ambientais urbanas pela FAUUSP. Associado à Borelli & Merigo, onde desenvolve projetos nas áreas de edificações e urbanismo. É professor da FAAP e da Escola São Paulo. A publicidade exposta neste Blog é de responsabilidade da Wordpress
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