Água em São Paulo melhora; ar e praias pioram

AE – Agência Estado

O ar da Grande São Paulo e a balneabilidade das praias pioraram em 2010 em comparação com 2009, mas a qualidade da água consumida no Estado melhorou. Essas são algumas das conclusões do Painel da Qualidade Ambiental, estudo que analisa a evolução de 21 índices, divulgado ontem pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

Do total de índices, 10 apresentaram melhora, 9 pioraram e 2 se mantiveram inalterados. Um dos principais vilões do meio ambiente continua sendo a poluição do ar na Grande São Paulo. O ozônio e a poeira conhecida como material particulado, emitida especialmente pela queima de combustíveis de veículos, foram mais presentes em 2010 do que em 2009. O número de microgramas por metro cúbico de material particulado subiu de 32 para 37 – o índice considerado saudável pela Organização Mundial da Saúde, no entanto, é muito mais baixo, de até 20.

Para Paulo Saldiva, do Laboratório de Poluição Atmosférica da USP, o aumento da frota – São Paulo já supera os 7 milhões de veículos – e do trânsito, que deixa os motores funcionando mais tempo, tem relação direta com essa piora na qualidade do ar.

A balneabilidade também piorou. Ficaram limpas durante todo o ano de 2010 30% das praias – em 2009, haviam sido 34%.

Santo e São Vicente

As cinco praias de São Vicente, no litoral sul paulista, ganharam bandeira verde da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). É a primeira vez desde 1975, quando começaram as medições, que toda a orla da cidade da Baixada Santista registra balneabilidade e nenhum risco de contaminação no banho de mar. Até o Parque Prainha, faixa de areia rodeada por ocupações e que permaneceu imprópria para banho durante 20 anos seguidos, entre 1988 e 2008, ganhou bandeira verde.

Considerada a praia mais suja do Brasil em 2007 em ranking de ambientalistas e ONGs, a Praia do Gonzaguinha, com 800m, também está própria para banho. A mudança pode ser observada na cor da água. Na Praia do Itararé, uma das mais frequentadas do litoral brasileiro, o mar fica muitas vezes azul, principalmente em dias de sol. Também estão com águas próprias as Praias da Divisa e da Ilha Porchat, onde é possível ver até tartarugas-marinhas.

As remoções de moradores em áreas de risco sem esgoto e obras de saneamento básico são os responsáveis pela mudança, segundo o secretário de Estado de Meio Ambiente, Bruno Covas. “O programa Onda Limpa fez investimento de mais de R$ 1 bilhão em saneamento básico”, afirmou o secretário. AS informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,agua-em-sao-paulo-melhora-ar-e-praias-pioram,803286,0.htm

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,pela-1-vez-as-5-praias-de-s-vicente-sp-estao-limpas,803294,0.htm

 

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Sobre Marcos O. Costa

Arquiteto Urbanista formado pela FAU Mackenzie com mestrado em estruturas ambientais urbanas pela FAUUSP. Associado à Borelli & Merigo, onde desenvolve projetos nas áreas de edificações e urbanismo. É professor da FAAP e da Escola São Paulo. A publicidade exposta neste Blog é de responsabilidade da Wordpress
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