Chevron para produção na Bacia de Campos após vazamento de até 650 barris

Rede Brasil Atual

Volume é bem inferior ao de outros acidentes recentes, mas interrupção ocorreu apenas dois dias depois da notificação à ANP do derramamento de óleo

Por: Redação da Rede Brasil Atual

Publicado em 13/11/2011, 11:21

Última atualização às 11:54

São Paulo – A produção de petróleo no Campo de Frade, na Bacia de Campos, a 370 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, foi suspensa pela Chevron Brasil no sábado (12). A decisão, divulgada em nota da empresa, foi tomada após o vazamento de óleo em um poço que começava a ser perfurado na região. Embora as causas ainda não tenham sido explicadas, a multinacional admite que o dano pode chegar a mais de 100 mil litros do mineral.

Inicialmente, a informação da multinacional era de que “apenas” 60 barris tinham vazado – equivalente a 9,5 mil litros. Os dados mais recentes dão conta de que o dano pode alcançar de 404 a 650 barris.

Embora represente risco de impactos ambientais, a quantidade é pequena em relação ao volume movimentado pelas empresas. Um navio petroleiro, por exemplo, chega a comportar de 1 milhão a 4 milhões de barris. Em comparação a um acidente mais recente, no Golfo do México em abril de 2010, o volume derramado em alto mar chegou a 4,9 milhões de barris.

No vazamento de um duto na Baía da Guanabara, em 2000, a estimativa foi de 1,3 milhão de litros despejados na catástrofe ambiental. O material era de responsabilidade da Petrobras e o acidente da ocasião foi consequência, na visão de ambientalistas e sindicalistas, de falta de manutenção e do sucateamento pelo qual a empresa passava à época.

No atual incidente, uma frota de navios de apoio foi enviada pela Chevron para ajudar a conter a mancha e tentar minimizar danos. Por ser menos denso do que a água, o óleo flutua no mar, mas a mancha tende a se espalhar caso não seja controlada e a maior parte do material retirada.

O acidente foi notificado à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na quinta-feira (10), mas passaram-se dois dias até a interrupção. As estimativas da ANP é de que o Campo do Frade contenha reserva recuperável de até 300 milhões de barris.

Antes da decisão da companhia, a presidenta Dilma Rousseff determinou, também no sábado, “atenção redobrada” e uma rigorosa apuração das causas do vazamento. Tanto a ANP quanto o MInistério das Minas e Energia e a Marinha Brasileira acompanham o caso, segundo o governo.

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Sobre Marcos O. Costa

Arquiteto Urbanista formado pela FAU Mackenzie com mestrado em estruturas ambientais urbanas pela FAUUSP. Associado à Borelli & Merigo, onde desenvolve projetos nas áreas de edificações e urbanismo. É professor da FAAP e da Escola São Paulo. A publicidade exposta neste Blog é de responsabilidade da Wordpress
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