Nos EUA, pobreza toma conta dos subúrbios

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Ícone da prosperidade e da estabilidade da classe média americana, os subúrbios veem taxas de pobreza disparar, com cenas impressionantes de abandono

Sabrina Tavernise, do The New York Times

Texto:

PARMA HEIGHTS, Ohio – A população pobre nos subúrbios dos Estados Unidos – antes símbolos de uma classe média estável e próspera – aumentou em mais de 50% desde 2000, obrigando comunidades suburbanas de todo o país a reavaliar suas identidades e como elas servem sua população.

Foto: Dustin Franz/The New York Times

Casa com placa de vende-se por US$ 10 mil em Warrensville Heights, Ohio, no subúrbio de Cleveland, em 11 de outubro: fim de uma era

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O aumento da população pobre nos subúrbios foi de 53% – nas cidades este aumento foi de 26%. A recessão acelerou o seu ritmo: dois terços dos novos subúrbios pobres surgiram entre 2007 e 2010.

“O crescimento tem sido impressionante”, disse Elizabeth Kneebone, uma pesquisadora sênior do Instituto Brookings, que conduziu a análise dos dados do censo. “Pela primeira vez, mais da metade dos pobres metropolitanos vivem em áreas suburbanas.”

Como resultado, os municípios dos subúrbios – antes preocupados apenas com questões como policiamento, incêndios e reparação de estradas – estão enfrentando um novo conjunto de problemas sobre como como ajudar os moradores pobres, sem os programas sociais oferecidos pelas cidades e como levar serviços a esses moradores sem a existência de transporte público. Muitos subúrbios estão enfrentando esses desafios com os orçamentos mais apertados em anos.

 Desde 2000, o número de pobres aumentou em 5 milhões nos subúrbios, com aumentos grandes em áreas metropolitanas tão diferentes quanto Colorado Springs e Greensboro, na Carolina do Norte.

Ao longo da década, subúrbios do meio-oeste registraram maior aumento no número de pobres. Mais recentemente, no entanto, o aumento tem sido mais acentuado onde houve maior colapso imobiliário, como em Cape Coral, na Flórida, e Riverside, Califórnia, de acordo com a análise do Instituto Brookings.

Quase 60% dos pobres de Cleveland, por exemplo, antes se concentravam em seu núcleo urbano, mas agora vivem em seus subúrbios – em 2000, cerca de 46% viviam nos subúrbios.

Em todo o país, 55% da população pobre nas regiões metropolitanas agora vive nos subúrbios – aumento significativo dos 49% registrados anteriormente.

A pobreza é algo novo em Parma Heights, subúrbio tranquilo de pequenas vilas e gramados cortados, e pedir ajuda pode ser difícil. O Parma Heights Food Pantry, espécie de banco de alimentos comunitário com preços reduzidos, que começou a servir várias dezenas de famílias por mês em 2006, agora ajuda 260 e atrai um fluxo de vítimas da economia americana. Muitos nunca precisaram de ajuda para se alimentar antes.

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O problema da recessão e da crise imobiliária tem arrastado pessoas da classe média para baixo na escala de renda. Conforme definido pelo Census Bureau, a linha de pobreza para uma família de quatro pessoas foi de US$ 22.314 no ano passado ou cerca de R$ 3.300 ao mês.

As ligações para centrais de ajuda social, como a United Way, de áreas suburbanas mais que dobraram de 2005 a 2010. “Estamos vendo aumento na necessidade de ajuda em lugares nos quais nunca esperávamos que isso acontecesse”, disse Stephen Wertheim, diretora da central de ajuda First Call for Help.

http://economia.ig.com.br/criseeconomica/nos-eua-pobreza-toma-conta-dos-suburbios/n1597321117418.html

Sobre Marcos O. Costa

Arquiteto Urbanista formado pela FAU Mackenzie com mestrado em estruturas ambientais urbanas pela FAUUSP. Associado à Borelli & Merigo, onde desenvolve projetos nas áreas de edificações e urbanismo. É professor da FAAP e da Escola São Paulo. A publicidade exposta neste Blog é de responsabilidade da Wordpress
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