The Economist’: Pela 1ª vez em décadas, Rio é atraente para negócios

O Globo

RIO – A edição desta semana da revista “The Economist”, publicada nesta quinta-feira, traz uma reportagem sobre as diferenças entre as cidades do Rio e de São Paulo, “as maiores do Brasil”, no momento em que investidores decidem fazer negócios no país. Com o título “Rio ou São Paulo?, a reportagem destaca que “pela primeira vez em décadas, a Cidade Maravilhosa torna-se atraente para os negócios”, e cita os investimentos governamentais na urbanização e policiamento de favelas e em infraestrutura, com a aproximação de eventos como a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

De acordo com a revista “por muitos anos, Sâo Paulo foi o lugar onde as multinacionais abriam seus escritórios no Brasil. Pode ser menos glamurosa que o Rio, como sugerem os apelidos das duas cidades: Rio é a Cidade Maravilhosa; São Paulo é a Cidade da Garoa. (…) Mas São Paulo é o centro financeiro, onde o dinheiro está.” O Rio, por outro lado, experimentou “meio século de declínio, depois que a capital federal foi transferida para a recém-inaugurada Brasília, em 1960. O desgoverno político, a disputa entre grupos de traficantes e a corrupção policial tornaram o Rio uma cidade perigosa, mesmo para padrões brasileiros. Os negócios e os ricos fugiram, a maioria para São Paulo.”

Para a “The Economist”, o cenário está mudando em favor das terras cariocas. “Agora, porém, há sinais de que o cálculo do custo-benefício está se deslocando. A economia de São Paulo vai bem e ainda é muito grande, mas o Rio está crescendo mais rápido, impulsionado pela exploração de petróleo e pela conquista de sediar as Olimpíadas de 2016. No ano passado, o Rio recebeu US$ 7,3 bilhões em investimentos diretos – sete vezes mais que no ano anterior, e duas vezes mais que São Paulo. O aluguel de escritórios no Rio está agora mais caro que em qualquer lugar das Américas, no norte ou no sul, de acordo com a Cushman and Wakefield, uma consultoria imobiliária.

Apesar de apontar as melhorias, a reportagem termina afirmando que o “Rio continua a ser imprevisivelmente perigoso, e décadas de infraestrutura ruim deixaram suas marcas. Suas redes de telefonia celular e eletricidade são instáveis; a ‘língua negra’ é uma realidade na estação das chuvas; e a explosão de bueiros, causada pela rede de gás subterrânea, são uma ameaça durante todo o ano.”

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/mat/2011/09/01/the-economist-pela-1-vez-em-decadas-rio-atraente-para-negocios-925270525.asp#ixzz1WnKVLh4f
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Sobre Marcos O. Costa

Arquiteto Urbanista formado pela FAU Mackenzie com mestrado em estruturas ambientais urbanas pela FAUUSP. Associado à Borelli & Merigo, onde desenvolve projetos nas áreas de edificações e urbanismo. É professor da FAAP e da Escola São Paulo. A publicidade exposta neste Blog é de responsabilidade da Wordpress
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