Aparelho taxa motoristas de acordo com uso do carro

((o))eco Cidades

Luana Caires

Imagine ter em seu automóvel um equipamento semelhante a um taxímetro que medisse não só a quilometragem como também o impacto ambiental de suas viagens. Pois o governo holandês instalou alguns aparelhos como esse em carros particulares para testar um novo sistema de taxação: em vez de cobrar impostos pela compra do veículo ou do combustível, os motoristas seriam taxados proporcionalmente ao uso que fazem deles.

Conectado à internet sem fio e ao sinal do GPS, o aparelho calcula o custo de cada trajeto utilizando uma fórmula baseada na distância percorrida, na emissão de gases estufa, nos desgaste das ruas e no dia e horário do deslocamento. Assim, quem rodar mais em horários de pico e em vias de tráfego intenso pagaria mais do que aqueles que usam o carro esporadicamente. No fim do mês, o motorista receberia um conta detalhando os horários e o custo de cada viagem.

O teste teve início há dois anos e o governo holandês planejava implementar o novo sistema no ano que vem, mas, depois que um novo partido assumiu o poder em 2010, a ideia acabou não saindo do papel. Os defensores da instalação de medidores em veículos particulares afirmam que a cobrança de impostos baseada no uso seria uma maneira mais justa de o governo arrecadar receita, já que o valor das taxas decorreria do uso propriamente dito, não apenas da posse de um automóvel.

Se o projeto fosse definitivamente implantado, os aparelhos de medição poderiam ser programados para que veículos com maior consumo de combustível pagassem tarifas mais altas, já que causam um impacto maior no meio ambiente. Esse poderia ser um incentivo para que a população investisse em transportes menos poluentes, como híbridos ou carros elétricos ou optassem pelo transporte público e até pelo uso de bicicletas, por exemplo. Estudos têm mostrado que os medidores oferecem aos motoristas um feedback negativo instantâneo capaz de influenciar seu comportamento, pois associa diretamente o deslocamento ao valor gasto pelo usuário do carro.

Outros governos, tanto na Europa quanto na Ásia e nos Estados Unidos,  já demonstraram interesse em cobrar impostos por quilômetro rodado para melhorar o tráfego de veículos nas grandes cidades, mas, como o sistema envolve o monitoramento dos motoristas, muitos eleitores e políticos se opõem ao projeto alegando preocupações com a privacidade dos cidadãos ou com a aceitação por parte da população de um novo imposto. Durante o teste holandês, o preço aplicado variava entre 2 e 28 centavos de euro por quilômetro. Segundo as estimativas do governo, a previsão era de que 60 ou 70% dos motoristas pagassem menos com os medidores do que com o sistema atual de taxação.

http://www.oecocidades.com/2011/08/17/aparelho-taxa-motoristas-de-acordo-com-uso-do-carro/

Sobre Marcos O. Costa

Arquiteto Urbanista formado pela FAU Mackenzie com mestrado em estruturas ambientais urbanas pela FAUUSP. Associado à Borelli & Merigo, onde desenvolve projetos nas áreas de edificações e urbanismo. É professor da FAAP e da Escola São Paulo. A publicidade exposta neste Blog é de responsabilidade da Wordpress
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