1534 – Companhia de Jesus é fundada por Inácio de Loyola

Ópera Mundi

Por Max Altman

A Companhia de Jesus, grande ordem religiosa católica, foi fundada por Inácio de Loyola em 15 de agosto de 1534 na capela- cripta de Saint-Denis, na Igreja de Santa Maria em Montmartre.

A Companhia é uma ordem católica, religiosa, masculina que segue estritamente os ensinamentos da Igreja. Seus membros são chamados de jesuitas e também coloquialmente “Os Soldados de Deus” em referência aos antecedentes militares de seu fundador e a disposição de seus membros de ir a qualquer rincão do mundo e viver nas condições mais extremas.

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Afresco “Aprovação da Companhia de Jesus”, onde Inácio de Loyola recebe a benção do Papa Paulo III

A Companhia está comprometida com a evangelização e o ministério apostólico em 112 nações dos seis continentes. Seus princípios estão contidos no documento Fórmula do Instituto, escrito por Loyola. Os jesuítas são conhecidos pelo seu trabalho na educação, pesquisa intelectual , empreendimentos culturais e presença missionária.

Loyola fundou a Companhia após ter sido ferido numa batalha e experimentado uma conversão religiosa. Escreveu os Exercícios Espirituais a fim de ajudar as pessoas a seguir os ensinamentos de Cristo. Em 1534, Loyola e seis outros jovens, entre eles Francisco Xavier e Pierre Favre, estabeleceram os votos de pobreza, castidade e obediência ao Papa.

O plano de Loyola para a organização da Ordem foi aprovada pelo Papa Paulo III em 1540 em bula contendo os princípios da Fórmula do Instituto. Suas primeiras linhas rezam que a “Companhia de Jesus foi fundada para lutar em especial pela propagação e defesa da fé e melhoria das almas na vida e na doutrina cristã”.

A Companhia de Jesus foi fundada no contexto da Contra-Reforma, um movimento de reação à Reforma Protestante de Martinho Lutero, cujas doutrinas se tornavam cada vez mais conhecidas na Europa, graças à recente invenção da imprensa. Os jesuítas pregavam a obediência total à doutrina da Igreja, tendo Inácio de Loyola declarado: “Acredito que o branco que eu vejo é negro, se a hierarquia da igreja assim o tiver determinado”.

Uma das principais ferramentas dos jesuítas era o retiro espiritual, em que várias pessoas se reúnem sob orientação de um padre, assistindo a palestras em silêncio e se submetendo a exercícios espirituais. Também pregavam que a ostentação em  cerimónias do catolicismo, desprezada pelos luteranos, devia ser acentuada.

Os jesuitas não trajavam hábitos tradicionais nem estavam sujeitos à autoridade eclesiástica local. Eram vinculados ao voto de obediência ao papa. Começaram como um grupo de sete homens que, estudantes em Paris, fizeram votos de pobreza e castidade. Ordenados como padres, puseram-se à disposição do papa Paulo III, quem deu aprovação formal à Companhia em 1540. Loyola tornou-se seu primeiro chefe. A ordem cresceu tão rapidamente que, por ocasião da morte de Inácio, já contava com cerca de mil fieis.

Francisco Xavier, um dos sete originais, foi o primeiro a abrir o Oriente aos missionários. Jesuítas constituíram missões pela América Latina, fundando as primeiras cidades no Brasil e uma comuna modelo no Paraguai.

Quando a Contra-Reforma foi lançada, a Companhia de Jesus se tornou sua força motriz. Durante o Concílio de Trento, diversos jesuitas funcionaram como teólogos. Criaram escolas em quase todas as cidades importantes da Europa e foram líderes em educação até o século XVIII. Educaram os filhos das famílias dominantes e serviram como conselheiros espirituais de reis.

Devido ao alcance da sua influência, poderosas forças a eles se opuseram: Blaise Pascal e os jansenistas – movimento de caráter dogmático, moral e disciplinar fundado pelo bispo Cornelius Jansen -, Voltaire, os monarcas da dinastia Bourbon na França e Espanha, Marquês de Pombal em Portugal e certos cardeais do Vaticano. Essas forças foram determinantes na supressão da Companhia pelo papa Clemente XIV em 1773, sendo restabelecida pelo papa Pio VII em 1814. Universidades e escolas jesuítas foram abertas em todos os quadrantes. Na Europa, suas tradições de ensino foram continuadas pelos bollandistas – jesuítas que dirigiram a célebre publicação Acta Santorum dirigida por Jean Bolland -,  encarregados de compilar a vida dos santos.

http://operamundi.uol.com.br/noticias_ver.php?idConteudo=14352

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Sobre Marcos O. Costa

Arquiteto Urbanista formado pela FAU Mackenzie com mestrado em estruturas ambientais urbanas pela FAUUSP. Associado à Borelli & Merigo, onde desenvolve projetos nas áreas de edificações e urbanismo. É professor da FAAP e da Escola São Paulo. A publicidade exposta neste Blog é de responsabilidade da Wordpress
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