Londrina testa repelente contra pombas

((o))eco Cidades

por Luana Caires

Quem mora ou trabalha próximo ao Bosque Municipal Marechal Cândido Rondon, no centro de Londrina, já deve estar acostumado a ouvir rojões no período da tarde. Incomodados com a grande quantidade de pombas que se abrigam nas árvores da região, taxistas recorrem ao estrondo para provocar a debandada dessas aves. Mas eles não são os únicos que se incomodam com a presença dessas visitantes indesejáveis. A equipe de limpeza quase não dá conta da sujeira provocada pelas quase 130 mil pombas da cidade e moradores e transeuntes reclamam do mau cheiro causado pelas fezes desses animais. Tentando solucionar esse problema, a prefeitura está testando um novo método: a utilização de um gel repelente aplicado nas árvores.

Essa não é a primeira tentativa de controle da espécie. A Secretaria do Meio Ambiente (SEMA) já construiu um pombal, usou gaviões – predadores naturais desse tipo de aves –, já podou as árvores do bosque e, na esperança de que elas abandonassem seus dormitórios, até instalou um equipamento sonoro emissor de ondas não captadas pelos humanos, mas capazes de atormentar  as pombinhas. Porém, nenhuma dessas medidas surtiu o efeito esperado. O Ibama chegou a autorizar o abate desses animais no campo, mas frente às restrições impostas pelo próprio instituto, o município teve dificuldades para colocar a iniciativa em prática.

Agora a prefeitura está aplicando o gel repelente em vários pontos da cidade, inclusive no bosque. Feito à base de polibuteno, polímero inerte e resina sintética, o produto possui um aspecto viscoso que causa desconforto na ave, fazendo com ela deixe a árvore e procure outro local para o pouso. Segundo o secretário de Meio Ambiente José Faraco, o Ibama e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) não foram avisados porque “o produto não é nocivo para a saúde”. O médico veterinário especializado em aves, Ivens Gomes Guimarães, diz que já tem informações sobre o efeito do repelente. “É um produto que, aparentemente, não causa mal. Só gera um stress na ave”, afirma.

A superpopulação de pombas não preocupa somente pelo desconforto que causa para os habitantes. Elas competem por alimentos com espécies nativas, danificam monumentos da área urbana com suas fezes e podem transmitir doenças ao ser humano, como histoplasmose, infecção por salmonella e criptococose – infecção causada pela inalação de um fungo geralmente associado a fezes dos pombos que, em alguns casos, pode levar à morte. Em 2009, foram confirmados 4 casos dessa doença em Londrina.

Ainda não resolvida, a questão das pombas já virou piada na cidade. Tem até compositor local fazendo graça com o problema das aves.

http://www.oecocidades.com/2011/06/15/londrina-testa-repelente-contra-pombas/

Sobre Marcos O. Costa

Arquiteto Urbanista formado pela FAU Mackenzie com mestrado em estruturas ambientais urbanas pela FAUUSP. Associado à Borelli & Merigo, onde desenvolve projetos nas áreas de edificações e urbanismo. É professor da FAAP e da Escola São Paulo. A publicidade exposta neste Blog é de responsabilidade da Wordpress
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